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Será que você me fará escrever um novo poema de amor?
Será que você me fará rever as coisas com cor?
Levo essas dúvidas comigo aonde eu for
Apenas uma ideia existe e ela insiste
Em ser toda ideia que em mim habite

Teus olhos me confundem
Tua voz me ilude,
Mas pontos minha mente unem
Acabando com minha saúde
Minha mente presa em círculos
Em seus capítulos

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Algo em você me chama
Como uma intuição
Percebo que me engana
Porque essa sensação
É minha própria criação

Meu coração reclama
Sentimentos que nunca deu
Minha alma inflama
Com os sonhos que ela perdeu
E mesmo assim clama
Que o problema sou eu

Mas é verdade
Pois a realidade
Me foge
Por vaidade
Falsa identidade
Me engole

Só espero que eu restrinja
Essa dor aflita
Para não conhecer
E não refletir em você

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O resultado de seus beijos
Fez esquecer os meus erros
Me deixou de joelhos
Quando havia apenas desesperos
A ausência de espelhos
Me fez ver quem realmente era
Se nisso a gente erra
Me traz de volta para o chão
Por descaso ou compaixão

Nem sempre ao meu lado
Vai com a dor como chuva
Um reencontro está combinado
Embora a vida continue turva
Sinto você correr rum minhas veias
Como se substituísse minhas certezas

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Os sonhos já não tem mesmo gosto de antes
As conquistas estão próximas porém distante
Toda felicidade se resume em instantes
Ainda me pergunto o que estou diante
E tenho relevar o meu pesar no olhar
Tentando aceitar, resignificar e relevar
Que as descobertas por mais que constantes
Estão distantes da nossa busca por consolar
O que a alma não levou adiante

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A vida é um teste para ver se enlouquecemos
Vivemos porque queremos ou por que temos?
Sentimentos são conturbados e perturbados
Estamos a cada sentimento, cada tempo acordados

O sol nasce sem razão
Pelo sim pelo não
Ser tudo é ser em vão
A vida é atração
Para novos momentos
Estranhos experimentos