~

Já não sei o que há
Não entrelinhas
Então tudo será
Como um entre vidas
Imagino ficar nas esquinas
Do seu olhar
Só para te mostrar
Novas saídas

Me diz sem dizer
Me faz enlouquecer
Não há possibilidades
Enquanto as verdades
Não venham a ser

Me faz entender
Que todos ao ver
Somente vaidades
Incompreendem as intensidades
Do viver

Se continuar assim

Não sei se prefiro te ter
Se prefiro te perder,
Mas continuar assim
Será o meu fim
Tentar entender
Só fará eu ceder
E perder o resto de mim

Embriaga e envenena
O doce vira amargo
E mesmo assim não largo
Uma tarde serena
Em que tudo é caos

Esperar acabar o dia
É que nem esperar a morte
Um dia chegará mesmo se adia
Viver continua sendo questão de sorte

Decresce meu pensamento
Como minha esperança
Agarra no meu lamento

~

O sol toma seu sorriso
Como a despedida da Lua
É tão esquisito
Perceber que sempre foi só sua
Mesmo a me emprestar a atenção
Nunca pensei em soltar a mão

Mas entendemos que a liberdade
Se tornou nossa prioridade
E nos prendendo nunca temos
O que é nosso de verdade

Nunca esquecerei as noites
Pois elas eram em parte suas