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Não sei porque me sinto tão bem
Quando vejo que alguém,
Curtiu minhas fotos também
Mesmo sem saber o que nelas tem

Não me importa o que digam
Me importa que me sigam
E as notificações não desligam

Tudo bem se nunca as ver
Só queria entender
Porque o vazio é tão ofensivo
Que com algo qualquer me animo

Mas acabei de perceber
Que começou a escrever
Então meu sofrimento adio

Um eterno sonhar

A felicidade vai nos matar
Não saber lidar é blefar
Para você mesmo
Que está tudo bem quando não está
É andar a esmo
A procura de algo que não chegará

Essas coisas que a gente acredita
Só nos fazem caminhar
Para aonde quer aquele que dita
O que devemos sonhar
Enquanto pensamos que amamos
Aquilo que espontaneamente encontramos

Me faz pensar porque o que gostamos pode nos escravizar
Um aperto no peito me faz insatisfeito com um eterno sonhar

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Enquanto tudo parece ameaça
O tempo não passa
O pensamento quebra a asa
De tudo que traz graça
E o desespero está em casa

Como imaginar o outro dia
Se nem o sol pode sair?
Nós seduzidos por mentiras
Que já não podemos mentir
Com os fatos cegam em eclipse
E ninguém compreende o apocalipse

Razões de existir são como castelos de areia
Tanto o pensamento quanto os sentimentos os destroem
Será que o que pensa que deseja
Não é uma vontade que o outro constrói?

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Vamos viver toda nossa vida em um dia
Terminar sem fôlego pensando quem diria?
Vamos externar tudo o que não falaria
Gritar com expressão corporal todo o mal
Nós convencer que até o inconvincente também sente
Sendo tão relevante quanto nos é distante o banal
Ninguém se atreve a prever o que vem pela frente
Vamos festejar de maneira incoerente
Mas sem sair e ser inconsequente